Cabeamento vertical e cabeamento horizontal: saiba tudo

Cabeamento vertical e cabeamento horizontal são componentes do cabeamento estruturado, mas você sabe quando utilizar cada um? Pois nesse artigo vamos falar sobre os dois tipos, suas principais características e diferenças.

Cabeamento horizontal

Pelo nome já dá para ter ideia de que estamos falando de uma linha reta deitada. Então, cabeamento horizontal é aquele que faz a conexão entre as mesas de computadores e o rack em um mesmo andar. Ele está previsto na norma técnica EIA/TIA 568-B e reúne alguns elementos, como os conectores, tomadas e os cabos de interconexão. O projeto deve prever a criação de um cabeamento estruturado flexível, uma vez que ele está suscetível às eventuais mudanças de estrutura da empresa, especialmente em relação ao layout.
No entanto, o cabeamento horizontal normalmente é montado para ficar invisível aos olhos, com os cabos protegidos. Então, ele fica escondido no chão ou no teto, sob forros, pisos, canaletas, o que também torna o seu acesso mais trabalhoso. Por isso, o ideal é montar uma infraestrutura que já contemple as necessidades da empresa em relação aos pontos de rede e que viabilize a adaptação em caso de necessidade de mudança.
Existem algumas recomendações em relação ao projeto e instalação de cabeamento horizontal, que devem ser considerados, a fim de manter a qualidade e otimização do serviço. Inicialmente, não é recomendado que seja feita a emenda de cabos. Além disso, é preciso avaliar a possibilidade de instalação de dois pontos de rede por usuário. A organização deve ser preferencialmente seguindo a topologia de rede em formato estrela. Assim, fica mais fácil gerir, adaptar e fazer a manutenção, já que os dispositivos ficam todos ligados a um elemento central. Outra variável importante tem a ver com a distância do cabo UTP, porque é importante respeitar o limite de 90 m ou de 100 m (se incluído o tamanho do cabo de patch).
No tocante aos componentes, preferencialmente, a opção é pelos cabos UTP de 4 pares ou fibra óptica.

Cabeamento vertical

O cabeamento estruturado vertical, por outro lado, serve para fazer interconexões entre andares distintos. A normativa técnica que estabelece os critérios para esse tipo de serviço está prevista na norma EIA/TIA-569-B.

Nos cabeamentos em edifícios, por exemplo, é muito comum utilizar fibra óptica em razão da limitação de 100 m dos cabos de cobre. Isso vai depender da distância do percurso que o cabeamento percorrerá, mas é possível, respeitando o limite máximo, utilizar os cabos UTP.

É comum que a sala de equipamentos seja o core da rede, ou seja, seu elemento central. Então o cabeamento atravessará o andar até alcançá-lo.

Assim como ocorre no modelo anterior, não é recomendável que o cabeamento vertical esteja acessível, para preservar a segurança e eficiência da rede. Devem-se instalar dutos, pelos quais passarão os cabos.

Como funciona a área de trabalho?

O conjunto de dispositivos e itens em conexão é a área de trabalho. Assim, nos referimos aqui tanto aos equipamentos em si, quanto também aos adaptadores, tomadas e afins. A cada 10 m, segundo as orientações da EIA/TIA 568-B, deve-se fazer a instalação de dois pontos de rede pelo menos, um de dados e outro de telefonia.

Para o ponto de rede de dados, é necessário optar por cabos de rede de qualidade maior, a exemplo da categoria 5 e superiores. São eles que respondem pela conexão Ethernet. No entanto, para os pontos de telefonia, é viável optar por cabos de categoria 3, por exemplo, que são inferiores.

Mas como fazer a conexão das estações? As normas técnicas indicam o uso da tomada RJ-45 fêmea. Porém, ao fazer a junção da tomada com os conectores, que é o processo de crimpagem, deve-se escolher qual normativa seguir, se a T568B ou a 5568A. Não é bom utilizar partes de cada uma das normas, é fundamental escolher qual delas seguir e respeitar isso em todo o procedimento.

Testes comuns para o cabeamento vertical e cabeamento horizontal

Em ambos os casos, de cabeamento vertical e cabeamento horizontal, é fundamental realizar os testes de conexão prévios, a fim de garantir que tudo está funcionando perfeitamente. As medições preliminares permitem validar a conexão, de forma a saber se os links estão funcionando perfeitamente. O equipamento que faz o teste também verifica se foi obedecida a distância de 90m que mencionamos anteriormente para o cabeamento feito com cabos de cobre.

O rol de características que o teste avalia vai além da distância do cabeamento e inclui também: a existência de perdas ou atrasos de sinal (tanto no retorno quanto na entrada), a ocorrência de interferência entre os pares dos cabos, eventuais diferenças entre as velocidades de cada par.

Além disso, é necessário fazer verificações específicas nas tomadas e patch cords.

Por fim, no caso de cabeamento feito com fibra óptica, deve-se checar a atenuação do sinal e se existe alguma intercorrência causada por instalações ruins. Assim, deve-se checar não apenas os cabos, mas também os conectores e tomadas.

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