Cabeamento horizontal
Cabeamento vertical
O cabeamento estruturado vertical, por outro lado, serve para fazer interconexões entre andares distintos. A normativa técnica que estabelece os critérios para esse tipo de serviço está prevista na norma EIA/TIA-569-B.
Nos cabeamentos em edifícios, por exemplo, é muito comum utilizar fibra óptica em razão da limitação de 100 m dos cabos de cobre. Isso vai depender da distância do percurso que o cabeamento percorrerá, mas é possível, respeitando o limite máximo, utilizar os cabos UTP.
É comum que a sala de equipamentos seja o core da rede, ou seja, seu elemento central. Então o cabeamento atravessará o andar até alcançá-lo.
Assim como ocorre no modelo anterior, não é recomendável que o cabeamento vertical esteja acessível, para preservar a segurança e eficiência da rede. Devem-se instalar dutos, pelos quais passarão os cabos.
Como funciona a área de trabalho?
O conjunto de dispositivos e itens em conexão é a área de trabalho. Assim, nos referimos aqui tanto aos equipamentos em si, quanto também aos adaptadores, tomadas e afins. A cada 10 m, segundo as orientações da EIA/TIA 568-B, deve-se fazer a instalação de dois pontos de rede pelo menos, um de dados e outro de telefonia.
Para o ponto de rede de dados, é necessário optar por cabos de rede de qualidade maior, a exemplo da categoria 5 e superiores. São eles que respondem pela conexão Ethernet. No entanto, para os pontos de telefonia, é viável optar por cabos de categoria 3, por exemplo, que são inferiores.
Mas como fazer a conexão das estações? As normas técnicas indicam o uso da tomada RJ-45 fêmea. Porém, ao fazer a junção da tomada com os conectores, que é o processo de crimpagem, deve-se escolher qual normativa seguir, se a T568B ou a 5568A. Não é bom utilizar partes de cada uma das normas, é fundamental escolher qual delas seguir e respeitar isso em todo o procedimento.
Testes comuns para o cabeamento vertical e cabeamento horizontal
Em ambos os casos, de cabeamento vertical e cabeamento horizontal, é fundamental realizar os testes de conexão prévios, a fim de garantir que tudo está funcionando perfeitamente. As medições preliminares permitem validar a conexão, de forma a saber se os links estão funcionando perfeitamente. O equipamento que faz o teste também verifica se foi obedecida a distância de 90m que mencionamos anteriormente para o cabeamento feito com cabos de cobre.
O rol de características que o teste avalia vai além da distância do cabeamento e inclui também: a existência de perdas ou atrasos de sinal (tanto no retorno quanto na entrada), a ocorrência de interferência entre os pares dos cabos, eventuais diferenças entre as velocidades de cada par.
Além disso, é necessário fazer verificações específicas nas tomadas e patch cords.
Por fim, no caso de cabeamento feito com fibra óptica, deve-se checar a atenuação do sinal e se existe alguma intercorrência causada por instalações ruins. Assim, deve-se checar não apenas os cabos, mas também os conectores e tomadas.
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