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Como as escolas estão usando tecnologia para enfrentar o Coronavírus

Como as escolas estão usando tecnologia para enfrentar o Coronavírus

19 de março de 2020

Com diversos estados e cidades se preparando para antecipar as férias e fechar escolas, o Brasil entra na lista dos 100 países que incluíram seus sistemas de ensino nas políticas de isolamento social, uma medida importante para desacelerar a taxa de crescimento do coronavírus. No mundo inteiro, no último 17 de março, mais de 776 milhões de alunos já estavam sem acesso à sala de aula – isso representa mais de duas vezes a população inteira do Brasil.

Para minimizar o impacto dessas medidas, França e China, por exemplo, estão orientando alunos e professores a continuarem interagindo por meio de plataformas virtuais de ensino à distância. O Japão está indicando plataformas online de vídeos e exercícios para suas escolas e o Irã mudou totalmente a programação das televisões estatais para apresentarem aulas alinhados ao currículo em escala nacional. Na Itália, professores estão organizando grupos de Facebook e WhatsApp com seus alunos para continuarem em contato.

No Brasil, a cada minuto, são anunciadas páginas de plataformas educacionais com guias para professores e alunos se prepararem para esse momento. No meio de tanta informação, pode ser difícil saber por onde começar e o que realmente considerar. Além disso, sabemos que as consequências do fechamento das escolas vão muito além dos dias letivos e lições perdidas.

A escola, em seu papel social, também é responsável por cuidar das crianças enquanto os pais trabalham e, em muitos casos, a merenda é a principal refeição diária para crianças de classes sociais mais vulneráveis. Se impedidas de ir a escola sem nenhuma chance das famílias se planejarem, há grandes possibilidades de crianças terem que ficar com avós ou parentes mais velhos, que são justamente o grupo de maior risco em caso de infecção. São questões complexas e que dependem de políticas públicas para serem mitigadas.

No que tange ao ensino, no entanto, as escolas têm a tecnologia e a inovação a seu favor para enfrentar o Coronavírus. Por tudo que tenho visto até aqui, preparei uma sequência de três passos para auxiliar educadores nesse momento – ela está longe de ser perfeita, e obviamente não se equipara a uma experiência de sala de aula, mas pode ajudar gestores e professores a criarem seus próprios planos de contingência.

Passo 1 – Combine e teste um canal de comunicação entre escolas, alunos e famílias

Nesse momento é essencial manter a interação humana, não apenas para o conteúdo escolar, mas também para criar uma rede de apoio psicossocial. Criar grupos de WhatsApp ou Facebook pode ser uma solução simples e eficiente. Plataformas que permitem chamadas em vídeo, como o Hangouts do Google, podem ser usadas para diminuir o distanciamento desse tipo de comunicação.

Passo 2 – Escolha uma plataforma online para organizar lições e atividades

Educadores talvez queiram pensar em algumas atividades mais simples, que possam ser feitas à distância e no tempo de cada aluno. Para organizar essas atividades, manter registro de quem já as completou e quem ainda precisa de ajuda, será muito útil contar com algum tipo de ferramenta online de gestão da aprendizagem. O Google Classroom é uma opção bastante simples e gratuita, assim como Edmodo, ClassDojo e Moodle.

Passo 3 – Selecione conteúdos online alinhados com sua disciplina e ano escolar

São muitas as opções de conteúdos de qualidade online e gratuitos, para todas as disciplinas e idades. O YouTube Edu oferece uma curadoria de vídeos dos melhores canais de educação do Brasil. A Khan Academy é a maior plataforma educacional do mundo e já alinhou todo seu conteúdo ao currículo brasileiro, além disso, está disponibilizando um conjunto de orientações para professores e pais para auxiliar nessa crise do Coronavírus. Plataformas como Escola Digital e MEC RED são grandes repositórios de recursos educacionais digitais. Até mesmo o Telecurso está de volta, em sua versão online.

Ensinar totalmente à distância pode ser muito diferente e desafiador para a maioria dos educadores. É preciso considerar que provavelmente os alunos não estarão todos online ao mesmo tempo, terão dificuldades com o computador e a conexão à internet, poderão estar distraídos e é muito mais difícil saber quando estão com alguma dificuldade. Envolver a família será essencial, esse é um momento que exige a união de toda a sociedade.

É importante ponderar, contudo, que 2 em cada 3 residências no Brasil, segundo dados do CETIC.br, não possuem plano de internet suficiente para sustentar uma videoconferência. Se considerarmos o acesso pelo celular, a situação é um pouco melhor, com 7 em 10 pessoas com acesso ao 3G ou 4G.

O problema aqui é a franquia de dados, que uma vez consumida bloqueia o acesso à internet. As operadoras de telefonia móvel já encontraram uma solução para isso, uma vez que elas continuam oferecendo acesso ao Facebook e WhatsApp mesmo após a utilização dos dados. Uma solução viável seria, numa situação como essa, que elas também expandissem a política de zero-rating para aplicativos e sites educacionais. Caso contrário, mesmo com todo o esforço de nossos professores e escolas, muitos alunos continuarão sem acesso à educação.

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