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Queda livre: venda de PCs no Brasil despenca 38% no segundo trimestre de 2015

Queda livre: venda de PCs no Brasil despenca 38% no segundo trimestre de 2015

19 de junho de 2018

No total, entre maio e junho, foram vendidos 1,6 milhão de aparelhos, sendo que, desta quantidade, 70% foram destinados a consumidores finais e os outros 30% a setores corporativos. Ainda falando do total de máquinas vendidas, 600 mil foram desktops (queda de 41%) e 1 milhão de notebooks (um número 37% menor que o registrado no segundo trimestre de 2014). Com esses resultados, o Brasil caiu da 7ª para a 8ª colocação no mercado mundial de PCs, atrás dos Estados Unidos, China, Japão, Índia, Reino Unido, Alemanha e França.

Analistas do IDC afirmam que essa queda bastante acentuada na venda de computadores foi impulsionada principalmente pela atual situação econômica do país, o que inclui desemprego crescente, baixo desempenho da economia brasileira e a menor confiança dos consumidores. “Os números estão abaixo de nossa projeção e as vendas estão bastante estagnadas em ambos os mercados”, destaca Pedro Hagge, analista de pesquisas do IDC.

Além disso, Hagge explica que muitos usuários pensam duas vezes antes de adquirir uma máquina nova porque não querem investir, nem se endividar para comprar bens duráveis como um todo. Para o especialista, isso é um indicativo de que a baixa procura por PCs no Brasil não está mais relacionada à migração dos consumidores para dispositivos móveis, como tablets e smartphones.

A situação é tão ruim que nem mesmo grandes datas comemorativas devem elevar as vendas dos computadores entre os brasileiros. Embora o terceiro trimestre tenha alguns atrativos, como as promoções e descontos da Black Friday, o IDC prevê que a comercialização de PCs em 2015 no Brasil deve ser de 7,4 milhões de unidades, uma queda de 29% em relação a 2014. Este também deverá ser o primeiro ano em que o evento poderá vender computadores mais antigos, como já acontece nos EUA.

Outra característica apontada pelo IDC e que pode contribuir ainda mais para mais baixas nas vendas de PCs é uma medida provisória que vai acabar com a chamada Lei do Bem, conhecida por colocar fim à desoneração de PIS e Cofins sobre produtos eletrônicos produzidos localmente, inclundo computadores, notebooks, tablets e smartphones. A expectativa do governo é de arrecadar R$ 6,7 bilhões a mais em 2016 com o aumento de tributos sobre esses dispositivos. Caso seja aprovada no Congresso, a nova regra entra em vigor já no dia 1º de dezembro deste ano.

“Caso a medida seja aprovada, o mercado será afetado de forma contundente e bastante negativa. A arrecadação extra de R$ 6,7 bilhões em 2016 que o governo espera com esta medida será menor, pois a expectativa para o ano que vem já é de desaceleração”, afirma Reinaldo Sakis, gerente de pesquisa do IDC.

Via corporate.canaltech.com.br